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pintura abstrata

Entre o que permanece e o que se transforma

23 de set.
3 min de leitura

Um convite de outono à observação



Há estações que parecem convidar-nos a avançar e há outras que nos convidam a observar.


O outono chega devagar. A luz muda, os dias encurtam, as cores transformam-se e as árvores começam a libertar aquilo que, durante meses, fez parte delas. Nada parece acontecer de repente e, no entanto, tudo está em transformação.


Talvez seja esse um dos convites do outono: observar os movimentos que já estão a acontecer, mesmo antes de sabermos dar-lhes um nome.


Também na vida existem estações. Há momentos de expansão e momentos de recolhimento, tempos de começar, tempos de amadurecer e tempos de terminar.


Há ideias que já cumpriram a sua função, relações que pedem uma nova forma, ritmos que deixaram de nos servir e perguntas que regressam porque ainda não foram verdadeiramente escutadas.


Nem sempre precisamos de agir imediatamente sobre aquilo que observamos. Por vezes, precisamos apenas de criar espaço suficiente para ver.


Na Menssana, acreditamos que a transformação pode começar precisamente aí, quando suspendemos por instantes as certezas e olhamos novamente para aquilo que parecia já conhecido: nós próprios, os outros, as relações que construímos, os sistemas dos quais fazemos parte e para a própria vida.


O outono recorda-nos também que transformação não significa necessariamente rutura. Uma árvore não deixa de ser árvore quando perde as folhas. Há uma continuidade que permanece por baixo da mudança.


Talvez connosco aconteça algo semelhante. Podemos mudar de direção sem perder quem somos. Podemos questionar antigas narrativas sem apagar a nossa história. Podemos libertar espaço sem rejeitar aquilo que existiu, ou aquilo que um dia teve significado. Podemos reconhecer que algo terminou e, ainda assim, honrar o lugar que teve no nosso caminho.


E talvez nem tudo tenha de ser decidido já. Algumas coisas precisam de tempo, outras de silêncio. Outras ainda precisam de uma conversa, de uma experiência diferente ou simplesmente de um novo olhar.


Neste início de outono, o convite da Menssana é simples: observar atentamente antes de tirar conclusões - observar o que está a mudar, o que permanece, o que pede espaço e também aquilo que, discretamente, começa a querer nascer.


Talvez estas três perguntas possam acompanhar essa observação:


  • O que é que a minha vida me está a mostrar neste momento que talvez eu ainda não tenha parado verdadeiramente para observar?

  • O que é que estou a tentar manter igual, apesar de já perceber sinais de mudança?

  • Que espaço poderia abrir-se na minha vida se não precisasse de saber imediatamente o que vem a seguir?


Não é necessário encontrar respostas rápidas. Algumas perguntas precisam de ser habitadas antes de poderem ser respondidas. Talvez, durante algum tempo, baste caminhar com elas e observar o que a vida vai mostrando.


Porque há momentos em que transformar começa simplesmente por ver de novo.


Um novo olhar pode transformar.


Menssana — Instituto para a Aprendizagem Humana e Transformação Social




E se esta observação continuar numa conversa?


Por vezes, um novo olhar começa simplesmente por encontrarmos espaço para conversar sobre aquilo que a vida nos está a mostrar.


Se alguma destas perguntas ficou consigo, se está a atravessar um momento de mudança ou se tem curiosidade em conhecer melhor a Menssana e a Viagem Humana, agende uma conversa connosco através do e-mail geral@menssana.pt.


Uma conversa para nos conhecermos, escutarmos o momento em que se encontra e percebermos, em conjunto, se algum dos caminhos Menssana pode fazer sentido para si.




 
 
 

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